sábado, 24 de setembro de 2022

No aquário da salvação

 

No aquário da salvação

 

“Tirou-me dum lago horrível, dum charco de lodo, pós os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos

Salmos 40:2

Como aquariofilista, sabe-se que os peixes filhotes devem ficar em um aquário separado, para que após determinado período, se juntem aos maiores e sobrevivam..

Pois bem, nesta manhã de sábado, com mais tempo para afazeres, inverti o tempo de devocional bíblica e fui cuidar do aquário. Mal sabia eu a lição que o Senhor estava preparando para me dar, através de uma ilustração.

Tenho um aquário maior, com filtro, plantas para ajudar a oxigenar a água, onde habitam um casal de peixes espadas e, também, um aquário menor, onde estavam separados 3 filhotes sobreviventes da primeira cria que houve.

Eu sabia que esse aquário menor estava ficando cheio de lodo no fundo e, que, sem a bomba e o filtro, a água ficava cada vez mais turva e menos oxigenada.  Era chegada a hora de retirá-los para um aquário maior e mais iluminado, onde teriam condições de sobreviver. 

Iniciei a operação: Com a rede, tentei, de inicio, retira-los, mas notei que ficavam com medo e iam para a parte mais funda do pequeno aquário, onde era mais denso e cheio de lodo.  Eles, comumente, se habituavam a ficar por lá, onde se sentiam mais seguros.  Eu sabia que não era o ideal para os mesmos. Era momento de mudarem de vida, de estarem a salvos num local apropriado.  Jogava a pequena rede diversas vezes, mais sempre em vão.  Os pequenos filhotes tinham medo e não entendiam que as condições em que estavam levariam eles a morte. Todas as tentativas foram em vão. Insisti esvaziando parte do aquário e consegui salvar o primeiro, colocando ele naquele aquário com água limpa, oxigenada e filtrada. 

O segundo não consegui retirar com facilidade, mas com insistência, ele entrou na rede e ficou a salvo, ao ser transferido.  O terceiro, mergulhou ainda mais fundo, se chocou entre as pedras e o lodo, e o tempo se esgotava, não tinha mais como deixá-lo lá.  Ele ia morrer em meio a tanta sujeira.  Não havia mais tempo.  A única alternativa foi inclinar o pequeno aquário para que a água chegasse perto da borda e conseguisse retirá-lo.  Mas esse terceiro peixe era obstinado. Entre a salvação pela rede e a profundidade de lodo, pedras e escuridão, este preferia, mais do que todos, a segunda opção.   Ele se sempre ficava no fundo mesmo.  Talvez, em seu “pensamento”, era o melhor lugar para ele viver.  Eu queria que ele vivesse num lugar de segurança, mas ele insistia em acreditar que o fundo do aquário, entre pedras e lodo, era o melhor para ele.

Eu perdi ele de visão, de tanto que ele irrompia entre as pedras.  Por fim, não o encontrei mais.  Terminei de esvaziar o pequeno aquário e retirei as pedras.  Voltei para ver o aquário maior, e lá estavam os dois pequenos peixes, nadando e vendo que era um local iluminado, oxigenado, limpo... 



Não me conformada com o terceiro peixe.  Procurei entre as pedras e no fundo do aquário.  Encontrei-o morto e colado entre elas.  Não restava mais nada a fazer.  Os que se lançaram na rede foram salvos, e o que mergulhava mais fundo, entre lodo e pedras, foi morto.


Então, no principio, quando formos criados, tínhamos um filtro, e não conhecíamos o pecado.  Mas o pecado nos separou deste local.  Fomos para um aquário separado, onde não há mais filtro e nadamos a vontade, respirando e retroalimentando-nos da nossa própria imundície.  O lodo e a sujeira bloquearam nossa visão, e não conseguimos enxergar que há um local melhor para viver.  Embaraçando-nos ente pedras, lodo e escuridão, muitas vezes, optamos em mergulhar cada vez mais fundo entre elas, ao invés de sair dessa “caverna”, e enxergar que, pela rede, adentramo-nos um mundo seguro e melhor.

O aquário em que vivemos é transitório, efêmero e ilusório.  Cristo é a rede que nos tira desse mundo.  Ele também é o filtro que nos purifica de nossas próprias imundícies.  Joguemo-nos nos braços do Pai, porque somente Ele sabe o que é melhor para nós e temos morada segura que está sendo preparada.



“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”  Romanos 3:23

 

Um pexinho, apenas; Cláudio Ciro

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