No aquário da salvação
“Tirou-me
dum lago horrível, dum charco de lodo, pós os meus pés sobre uma rocha, firmou
os meus passos”
Salmos
40:2
Como
aquariofilista, sabe-se que os peixes filhotes devem ficar em um aquário
separado, para que após determinado período, se juntem aos maiores e
sobrevivam..
Pois
bem, nesta manhã de sábado, com mais tempo para afazeres, inverti o tempo de
devocional bíblica e fui cuidar do aquário. Mal sabia eu a lição que o Senhor estava
preparando para me dar, através de uma ilustração.
Tenho um aquário maior, com filtro, plantas para ajudar a oxigenar a água, onde
habitam um casal de peixes espadas e, também, um aquário menor, onde estavam
separados 3 filhotes sobreviventes da primeira cria que houve.
Eu
sabia que esse aquário menor estava ficando cheio de lodo no fundo e, que, sem a
bomba e o filtro, a água ficava cada vez mais turva e menos oxigenada. Era chegada a hora de retirá-los para um
aquário maior e mais iluminado, onde teriam condições de sobreviver.
Iniciei
a operação: Com a rede, tentei, de inicio, retira-los, mas notei que ficavam com
medo e iam para a parte mais funda do pequeno aquário, onde era mais denso e
cheio de lodo. Eles, comumente, se habituavam
a ficar por lá, onde se sentiam mais seguros.
Eu sabia que não era o ideal para os mesmos. Era momento de mudarem de vida,
de estarem a salvos num local apropriado.
Jogava a pequena rede diversas vezes, mais sempre em vão. Os pequenos filhotes tinham medo e não
entendiam que as condições em que estavam levariam eles a morte. Todas as
tentativas foram em vão. Insisti esvaziando parte do aquário e consegui salvar
o primeiro, colocando ele naquele aquário com água limpa, oxigenada e
filtrada.
O
segundo não consegui retirar com facilidade, mas com insistência, ele entrou na
rede e ficou a salvo, ao ser transferido.
O terceiro, mergulhou ainda mais fundo, se chocou entre as pedras e o
lodo, e o tempo se esgotava, não tinha mais como deixá-lo lá. Ele ia morrer em meio a tanta sujeira. Não havia mais tempo. A única alternativa foi inclinar o pequeno
aquário para que a água chegasse perto da borda e conseguisse retirá-lo. Mas esse terceiro peixe era obstinado. Entre
a salvação pela rede e a profundidade de lodo, pedras e escuridão, este preferia, mais do que todos, a segunda opção. Ele se sempre ficava no fundo mesmo.
Talvez, em seu “pensamento”, era o melhor lugar para ele viver. Eu queria que ele vivesse num lugar de segurança, mas ele insistia em acreditar que o fundo do aquário, entre
pedras e lodo, era o melhor para ele.
Eu perdi ele de visão, de tanto que ele irrompia entre as pedras. Por fim, não o encontrei mais. Terminei de esvaziar o pequeno aquário e
retirei as pedras. Voltei para ver o aquário
maior, e lá estavam os dois pequenos peixes, nadando e vendo que era um local
iluminado, oxigenado, limpo...
Não me conformada com o terceiro peixe.
Procurei entre as pedras e no fundo do aquário. Encontrei-o morto e colado entre elas. Não restava mais nada a fazer. Os que se lançaram na rede foram salvos, e o
que mergulhava mais fundo, entre lodo e pedras, foi morto.
O aquário em que vivemos é transitório, efêmero e ilusório. Cristo
é a rede que nos tira desse mundo. Ele também é o filtro que nos purifica de
nossas próprias imundícies. Joguemo-nos
nos braços do Pai, porque somente Ele sabe o que é melhor para nós e temos
morada segura que está sendo preparada.
“Porque o salário do pecado é a
morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” Romanos 3:23
Um pexinho, apenas; Cláudio Ciro



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