domingo, 21 de agosto de 2022

JAEL - MULHER DECIDIDA E CORAJOSA Juízes 4



"Bendita seja entre as mulheres, Jael, mulher de Héber, o queneu; bendita seja entre as mulheres nas tendas" (Juízes 5:24).

Ao ler Juízes 4 e 5, descobrimos a história de uma mulher decidida e corajosa, cujo nome, Jael, significava "cabra selvagem ou montês".
E as própria Bíblia diz, em Juízes 5:24, que ela era bendita entre as mulheres nas tendas.
Ela não era judia e, juntamente, com seu marido Héber, fazia parte de uma tribo nômade. Elas e seu esposo eram queneus.
Jael jamais imaginou que, um dia, iria ser elogiada por Débora, juíza de Israel, e por Baraque, o comandante do exército. E, pelas palavras de elogio deles, vimos que Deus a considerou amiga de Israel.
Jael jamais imaginou que, um dia, amaria o Deus de Israel. E esse amor foi demonstrado de um modo inusitado.

Vejamos como tudo começou...
1- Ao lermos Juízes 4:10, vemos Baraque convocando Zebulom e Naftali para a guerra. E, juntamente, com eles ia a juíza Débora: "Então Baraque convocou a Zebulom e a Naftali em Quedes, e subiu com dez mil homens após ele; e Débora subiu com ele."
Israel estava em guerra. Os filhos de Deus estava guerreando contra Canaã.

2- No versículo 11, vemos Héber, esposo de Jael, armar as suas tendas perto de onde se desenrolava as batalhas. A Bíblia nos diz que "... Héber, queneu, se tinha apartado dos queneus, dos filhos de Hobabe, sogro de Moisés; e tinhaestendido as suas tendas até ao carvalho de Zaanaim, que está junto a Quedes."
Nesta decisão de Héber e Jael, vemos a mão de Deus agindo para, lá na frente, dar vitória aos filhos de Israel que haviam tornado "a fazer o que era mau aos olhos do Senhor." Mas o nosso Deus, o mesmo Deus do povo de Israel, ouviu o clamor deste povo que estava em desobediência e decidiu ajudá-los, pois o inimigo, comandado pelo capitão Sísera, tinha um grande exército com cerca de novecentos carros de ferro.
Aos olhos dos filhos de Deus, era, humanamente, impossível vencer o inimigo. Mas o Senhor agiria para dar vitória a Seu povo.

Nós também, assim como eles, enfrentamos batalhas tanto materiais como espirituais e, muitas vezes, nos prostramos e desistimos de lutar porque esquecemos que temos um Deus que cuida de nós e age quando reconhecemos o nosso erro e entregamos tudo sob Seus cuidados.

3- Continuando os passos escolhidos pelo Senhor para dar vitória a Seus filhos, lemos em Juízes 4:16 o seguinte acontecimento: "E Baraque perseguiu os carros, e o exército até Harosete dos gentios; e todo o exército de Sísera caiu a fio da espada, até não ficar um só."
Como o nosso Deus é um Deus bom, misericordioso e um Deus que nunca nos abandona! Baraque conseguiu matar a todos.

4- Mas a Bíblia ainda nos diz que "... Sísera fugiu a pé à tenda de Jael..." (Juízes 4:17). Certamente, ele chegou muito cansado, faminto, com sede e precisando de ajuda.
Deus, para dar vitória a Seu povo, dirigiu este capitão derrotado à tenda de Jael. Vejam as palavras deste inimigo ao chegar junto à Jael: "Dá-me, peço-te, de beber um pouco de água, porque tenho sede. Então ela abriu um odre de leite, e deu-lhe de beber e o cobriu."
Quando Sísera pediu água e Jael lhe deu leite, ela estava oferecendo o que havia de melhor em casa. "O povo daquela região apreciava esta bebida, feita com leite de cabra colocado num odre velho que, depois, era chacoalhado. O leite, então, azedava ou fermentava, quando misturado com as bactérias que permaneciam no odre já usado anteriormente" (Ann Spangler / Jean Syswerda).
Passo a passo, ele ia confiando naquela mulher que o tratava tão bem e... finalmente, adormeceu.
Com certeza, o Senhor seguia cada ação dela. Ela já conhecia os filhos de Deus e já conhecia, também, o Deus desse povo. Ela começou a se preparar para exterminar o último representante dos inimigos do povo de Deus. É, então, no versículo 21, que podemos ver as mãos de uma mulher matar o único inimigo que ainda estava vivo.
Era ela uma heroína? Não sei. Oportunista? Não sei. Traiçoeira? Também não sei. O fato é que a Bíblia nos diz que "... Jael, mulher de Héber, tomou uma estaca da tenda, e lançou mão de um maratelo, e chegou-se mansamente a ele, e lhe cravou a estaca na fonte, de sorte que penetrou na terra, estando ele, porém, num profundo sono, e já muito cansado; e assim morreu" (Juízes 4:21).

Para nós, esta atitude de Jael foi, realmente, muito chocante mas Deus não a incrimina de nada. Ela, na 
verdade, foi um instrumento usado por Deus para dar vitória a Seus flhos.

O canto da juíza Débora e do capitão Baraque exaltou esta "amiga de Israel" e o (o canto) colocou nas páginas da Bíblia Sagrada. Eis o cântico...

Cântico de Débora e Baraque

"Bendita seja entre as mulheres, Jael,
mulher de Héber, o queneu;
bendita seja entre as mulheres nas tendas.
Água pediu ele, leite lhe deu ela;
em prato lhe ofereceu manteiga.
À estaca estendeu a sua mão esquerda,
e ao martelo dos trabalhadores a sua direita;
e matou a Sísera, e rachou-lhe a cabeça,
quando lhe pregou e atravessou as fonte.
Entre os seus pés se encurvou,
caiu, ficou estirado;
entre os seus pés se encurvou, caiu;
onde se encurvou, ali ficou abatido."

Assim como Jael que foi "amiga de Israel", que foi chamada de "bendita" por Débora e Baraque, que lutou pelo povo de Deus, prontifiquemo-nos diante do Senhor a sermos usadas por Ele naquilo que Ele preparou para nós.
Agradeçamos a Deus por Ele nos usar como instrumentos para levar as novas do evangelho aos perdidos.
Que Ele nos dê coragem, sabedoria e discernimento para entendermos quais são os Seus planos para a nossa vida.
Que nos momentos das batalhas, estejamos sempre juntas dAquele que vai sempre nos orientar, dirigir e nos dar a vitória.

"Senhor, obrigada por seres um Pai sempre presente.
Obrigada por me dares força, sabedoria e coragem naqueles momentos em que penso que tudo está perdido.
Que eu tenha sempre o coração aberto ao Teu chamado. Que Tu possas me usar nos teus planos perfeitos e que eu sinta que estás sempre comigo.
Obrigada, Pai!"

Você, minha querida, quer ser uma mulher de coragem?
Você quer estar no centro da vontade de Deus?
Você quer ter a sabedoria necessária para fazer decisões dentro dos planos de Deus?
Então, minha irmã, escolha aquele lugarzinho secreto onde só você e o Senhor possam ter momentos de comunhão. Cante hinos que louvem a Deus e que saiam de dentro do seu coração... deleite-se lendo a Bíblia, pois é, exatamente, ali onde você aprenderá dEle... Nestes momentos de comunhão, deixe Ele falar ao seu coração e depois... ore... ore... ore! E é, então, nestes momentos, que podemos sentir o quanto Ele nos ama, o quanto cuida de nós, como está sempre do nosso lado. Só podemos agradecer e dizer...

"Obrigada, Pai! Obrigada porque quando estou atravessando o vale da sombra da morte, Tu não me abandonas... estás ali do meu lado cuidando de cada pedacinho do meu coração. Quando minhas pernas já não suportam mais sustentar o meu corpo cansado... Tu me carregas em Teus braços sussurrando em meu ouvido: 'Filha não temas, não desfaleças, pois estou aqui contigo! Eu te amo como ninguém jamais amou! Confie em Mim! Lá adiante, tenho preparado coisas boas para ti.' E é, então, que me torno forte, corajosa e capaz de enfrentar as batalhas ou guerras que se apresentarem diante de mim."

Já preparada para a luta, então, me revisto da armadura de Deus, vestindo cada peça que tenho que usar para me defender do inimigo e, no fim, sair vitoriosa.

Armadura de Deus:

"Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; E calçados os pés na preparação do evangelho da paz; Tomando sobretudo o escudo da fé, como qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus. Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda perseverança e súplica por todos os santos" (Efésios 6:14-18).

segunda-feira, 15 de agosto de 2022

Evangelho de João 1

 

  1. Madalena amava tanto a Jesus que ela saiu à noite, na escuridão de uma morte que nos deixa vazios, sem amor e com o desejo de ter quem amamos de volta ao nosso convívio. A pressa pelo caminho de Maria Madalena expressa o desejo incomensurável de trazer de volta o amado que se foi. O correr é o sinal evidente de quem ama. O amor corre, não para nas dificuldades da vida. Ele é sem medo, não paralisa. Os discípulos ficaram parados, com medo, Madalena, ao contrário, não.
  2. Madalena carrega dentro de si a fé que iria encontrar Jesus. Ela não sabia como, mas o seu desejo era maior que as limitações de um guarda que vigiava o sepulcro. Na tradição de João, ela se encontra com dois anjos, que são a presença terna e eterna de Deus. Que tem fé ama, não tem medo. O medo não nos deixa ver, nem com os olhos, nem com o coração. Madalena diz aos seus companheiros: Eu vi o Senhor. Eu vi Jesus ressuscitado. Essa sua fé é tamanha que tudo transcende. Ver é crer nos evangelhos, diferente do escutar para os judeus. Madalena ama. Ela não tem medo. O amor ressuscita as pessoas. Elas continuam vivas dentro de nós, ainda que ausente. Por isso, sofremos a morte de quem amamos e não fazemos com a morte de quem não era próximo afetivamente.
  3. O túmulo de Jesus é o vazio, o nada, o silêncio. É cada um de nós morto com aquele (a) que jaz eternamente. É o vazio existencial mesclado com o desejo de trazer de volta aquele que amamos. É um amontoado de pedras que guarda o amor de nossas vidas. Perto de um túmulo, um jardim, flores, símbolos da gratidão, do desejo e da saudade do amado que partiu. Nas flores, o fim da saudade, o deixar o amado partir. As lágrimas por alguém que morreu se cristalizam nas flores de um túmulo. Essas flores não murcham nunca, pois elas vivem dentro de quem ficou. A vida é assim. Chega um momento que não é mais possível chorar pelo ente querido. Ai de nós se as flores não existissem para catalisar as relações humanas no momento da partida. As flores expressam o fim das saudades.

Resumo do livro: "A Narrativa do Controle" de Saúde Margan

"A Narrativa do Controle" (ou "La Narrativa del Control" na versão original em espanhol), de Asier Magán. O ...